Espelho teu

No espelho,
a tua cara retratada.
De olhar alegre,
despreocupada
sorri,
mas não diz nada.

(eu não sabia, mas
sou eu que te imito
na procura dos poemas em todas as janelas)

Em tons de cinza, vês
o teu retrato
adulterado.
O ar denso torna-o pesado.
O dia é triste,
o céu cansado.

Embaciados,
os contornos
da dor que foi
adivinham formas
da dor que é.

Eu vejo-te
Eu,
vejo-te.
Podes olhar:
sou eu o teu espelho
E vejo os poemas em todas as janelas.

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